Quarta-feira, 03 de junho-(06) de 2026
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcio
Elias Rosa, aproveitou para criticar diretamente Flávio Bolsonaro e sua visita
aos EUA
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| (crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil) |
Sem citar nomes, o vice-presidente Geraldo Alckmin avaliou,
nesta terça-feira (2/6), que a recomendação do Escritório do Representante de
Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de taxar em 25% produtos
brasileiros é responsabilidade de “sabotadores”.
“Sempre que o diálogo avança, sabotadores agem para
prejudicar o país, colocando seus interesses pessoais, eleitorais, acima do
interesse do Brasil e do povo brasileiro, porque isso tem reflexo no emprego.
Prejudica emprego, renda, empresas, a sociedade. E o presidente Lula vai
trabalhar para que isso não se converta”, opinou o vice.
Durante a agenda em Catalão (GO), o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) foi mais direto e citou o que chamou de “meninos de
Bolsonaro”, posição seguida pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio (Mdic), Marcio Elias Rosa.Play Video.
“Toda vez que a gente avança, surge um complicador, alguém
para dificultar o diálogo. E aí, muitas vezes, há a ameaça de um retrocesso (…)
Quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visita a Casa Branca, como fez na
última semana, para patrocinar, por exemplo, a classificação das organizações
criminosas como terroristas, ele acaba por produzir um resultado que contraria
a ação das nossas polícias, como da Polícia Federal, que mantém relação de
atuação cooperada, conjugada, com as autoridades norte-americanas”, alfinetou o
ministro.
O órgão dos EUA recomendou uma série de ações após uma
investigação do governo de Donald Trump avaliar que o governo brasileiro adota
práticas que “oneram ou restringem” o comércio com o país. O Pix foi um dos
alvos do parecer e, embora, Alckmin tenha pontuado que o diálogo com os
norte-americanos é constante, o vice-presidente tirou o modo de pagamento do
rol de assuntos.
“O Pix não tem a menor lógica entrar nisso, porque não
prejudica ninguém e é altamente benéfico à população brasileira. O governo está
sempre aberto ao diálogo”, reforçou Alckmin.
Taxa não deve se concretizar, avalia governo
Márcio Elias Rosa garantiu que a equipe do governo não
acredita que as propostas dos EUA devem se concretizar, e explicou que, tal
como estão, as recomendações alcançariam 21% do que o país exporta para os EUA.
“Porque temos cerca de 54% do que exportamos para os EUA
livre do tarifaço, 25% na seção 232 e 21% é o que ficaria exposto se essa
recomendação se convertesse, se essa tarifa fosse aplicada. Os setores mais
atingidos seriam os de máquinas, de equipamentos, o que tem valor agregado e
traz muito prejuízo. Setor de plásticos, de madeira, de esquadria, papel,
calçados, ferro fundido, peixes e crustáceos. Essas são as áreas mais expostas,
caso essa proposta se convertesse em tarifas, coisa que a gente acredita que
não vai ocorrer”, disse Rosa.
O ministro destacou que um “diálogo permanente” foi acertado
entre os dois países na última visita de Lula a Donald Trump no começo de maio,
e que foram pelo menos quatro reuniões formais, com a última na quinta passada
(28/5). “Na sexta (29) pela manhã, equipes técnicas também se reuniram para a
discussão de vários aspectos e prestar todos os esclarecimentos”, declarou.
Por: Correio Braziliense

