Domingo, 14 de junho-(06) de 2026
Matéria de Adriany Santos com Polêmica Paraíba
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| Arte: Carlos Lyra |
Os gastos públicos do
Governo Federal registraram crescimento em diferentes administrações nas
últimas décadas, refletindo mudanças no cenário econômico, aumento da
arrecadação, ampliação de programas sociais e demandas cada vez maiores por
investimentos em áreas estratégicas. Dados sobre a evolução das despesas
mostram que, mesmo em períodos de contenção fiscal, o orçamento da União
continuou avançando, ainda que em ritmos distintos.
O levantamento revela que as maiores taxas médias anuais de
crescimento dos gastos ocorreram durante o segundo mandato do presidente Luiz
Inácio Lula da
Silva (2007-2010), com alta de 9,8% ao ano, e no atual governo Lula
(2023-2024), com crescimento de 9,2% ao ano. Já os menores avanços foram
registrados nos governos de Dilma Rousseff (2015-2016), com 0,4% ao ano, e
Michel Temer (2016-2018), com 0,5% ao ano.
A evolução dos gastos públicos acompanha fatores como
inflação, crescimento econômico, arrecadação tributária e prioridades definidas
por cada gestão. Em momentos de expansão da atividade econômica, o aumento da
renda, do emprego e do consumo tende a elevar a arrecadação federal, ampliando
o espaço para investimentos e programas governamentais. Por outro lado,
períodos de crise econômica costumam exigir maior controle das despesas para
evitar o agravamento das contas públicas.
De acordo com os dados apresentados, o crescimento médio
anual dos gastos públicos foi de 5,0% durante o governo de Fernando Henrique
Cardoso (1999-2002), 6,1% no primeiro mandato de Lula (2003-2006), 9,8% no
segundo mandato do petista (2007-2010), 4,0% no primeiro governo Dilma Rousseff
(2011-2014), 0,4% no período entre 2015 e 2016, 0,5% durante a gestão Michel
Temer (2016-2018), 3,1% no governo Jair Bolsonaro (2019-2022) e 9,2% nos dois
primeiros anos do atual governo Lula (2023-2024).
Orçamento da União para 2026
O orçamento da União previsto para 2026
alcança R$ 6,54 trilhões e evidencia as principais áreas de destinação dos
recursos federais. O maior volume de despesas continua concentrado na Dívida
Pública Federal, que deverá consumir R$ 2,86 trilhões. Em seguida aparecem o Ministério
da Previdência Social, com R$ 1,15 trilhão, e as transferências constitucionais
e legais, que somam R$ 635 bilhões.
Entre os ministérios, os maiores orçamentos estão previstos
para o Ministério do Desenvolvimento Social, com R$ 301 bilhões, o Ministério
da Saúde, com R$ 271 bilhões, e o Ministério da Educação, com R$ 234 bilhões.
Também aparecem entre as maiores dotações o Ministério da Defesa (R$ 142
bilhões), o Ministério do Trabalho (R$ 124 bilhões) e os Encargos Financeiros
da União (R$ 132 bilhões).
Programas sociais prioritários
O orçamento também contempla programas sociais considerados
prioritários pelo governo federal. Para o Bolsa Família estão
reservados R$ 158,6 bilhões. Já o programa Pé-de-Meia, voltado ao incentivo
financeiro para estudantes do ensino médio, contará com R$ 11,47 bilhões.
Outros R$ 4,7 bilhões serão destinados ao programa de auxílio para aquisição de
gás de cozinha por famílias de baixa renda.
Enquanto períodos de crescimento favorecem a expansão dos
investimentos e programas governamentais, momentos de retração econômica tendem
a exigir maior controle fiscal e ajustes nas despesas públicas.
Por: Adriany Santos com Polêmica Paraíba

